sábado, 25 de novembro de 2017

[Resenha] Crer ou Não Crer


Autores: Pe. Fábio de Melo e Leandro Karnal
Páginas: 192
Editora: Planeta


Sinopse:  O que pode dizer um homem que fez o voto de se dedicar a Deus a outro que está plenamente convencido de Deus não existe? O que pode ouvir um crente de um ateu? O que um ateu pode aprender? São questões assim que guiaram o encontro entre o padre Fábio de Melo e o historiador Leandro Karnal e resultaram neste livro. Um debate rico e respeitoso entre um cético e um católico que oferece uma referência importante aos brasileiros crentes e não crentes. Com coragem para provocar um ao outro e humildade para aceitar os argumentos, os autores discutiram pontos fundamentais, como se o mundo é melhor ou pior sem Deus e se a religião ajuda ou atrapalha. Questionaram o quanto a fé faz falta e discutiram as esperanças, os medos e a morte no horizonte de quem crê e quem não crê. Crer ou não crer é o resultado de muitas horas de conversa entre um dos padres mais amados do país com um dos mais populares historiadores. Uma obra que irá agradar e enriquecer milhões de leitores.


O livro em questão segue um diálogo entre duas personalidades brasileiras, de um lado, um padre que expressa sua fé e devoção em Deus através da música e literatura, levando milhares de pessoas para acompanhar o seu trabalho missionário, Pe. Fábio de Melo e do outro lado do diálogo temos o historiador, filósofo e um grande pensador, Leandro Karnal, que em poucas palavras consegue transmitir todo o seu vasto conhecimento.

Um diálogo fluído e em muitas partes divertido e bem humorado, conhecemos os pontos de diversos assuntos entre os dois autores, do qual fala abertamente sua fé e crença em Deus, já o outro autor expõe abertamente o seu ateísmo e o seu pensar sobre a religião. 


A obra é dividida em partes, sendo um assunto recorrente do nosso cotidiano, podemos refletir e ter uma visão diferente dos temos que são abordados no livro, uma leitura enriquecedora. 

O leitor notará em certas partes do diálogo certa provocação de ambos os lados, mais de uma forma saudável que buscam encontrar algumas respostas para os diversos questionamentos. 

A edição de “Crer ou Não Crer”, está impecável! Com uma excelente diagramação e com fonte medianas e bons espaçamentos, proporcionando uma boa leitura. 

Vale lembrar que Pe. Fábio de Melo e Leandro Karnal tiveram como base desse diálogo o livro “Em que creem o que não creem?”, do qual foi escrito por Umberto Eco e o cardeal de Roma Carlo Maria Martini, ambos dialogaram por meio das cartas e deu origem a esse fabuloso livro. 


“Crer ou Não Crer” rompe à barreira da fé e ateísmo, levando para o leitor uma obra rica em filosofia e que vai agradar todos os leitores.
Espero que vocês tenham gostado. Não se esqueçam de compartilhar e deixar um comentário supimpa. Até à próxima.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

[Mudando de Assunto] Mindhunter


Título Original: Mindhunter – Caçador de Mentes

Direção: Jim Davidson

Duração: 30 – 60 minutos

Lançamento: 13 de Outubro de 2017

Elenco: Jonathan Groff, Holt McCallany, Hannah Gross, Anna Torv e Cotter Smith 

Temporadas: 1 (Renovado)

Episódios: 10

Gênero: Drama Policial

Origem: Estados Unidos

Sinopse: Baseado no livro best-seller do NYT, que relata os anos que John Douglas passou perseguindo serial killers e estupradores, desenvolvendo seus perfis para prever seus próximos passos. A série discutirá alguns de seus casos mais publicizados, como o homem que caçava prostitutas no Alaska, o assassino de crianças de Atlanta e o matador de Green River.


Saudações queridos Travellers, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje trago mais uma novidade de série da nossa querida e amada, Netflix. Vamos falar de “Mindhunter”. Bora ler o post completo? 

Nossa amada Netflix acertou em cheio em mais uma série original em seu catálogo, dessa vez com um drama policial, baseado no livro “Mindhunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit”, escrito por John E Douglas e Mark Olshaker. 

Somos levados em 10 episódios através da evolução e métodos de estudos da psicologia criminal e dos perfis de psicopatas e assassinos em série, utilizando desses recursos para solucionar os crimes mais brutais dos Estados Unidos, agora podemos acompanhar em cada episódio uma jornada nas mentes mais perigosas do Mundo. 


Mindhunter tem como plano de fundo o final da década de 70. Conhecemos os agentes Holden Forde e Bill Tench, baseado nos verdadeiros agentes que revolucionaram a maneira de estudar as mentes criminosas e traçar perfis de assassinos em série. 

O foco central de toda série, são os métodos do qual o agente Ford aplica para entender todo o funcionamento da mente de um criminoso. 

Destaque para toda ambientação e produção da série, impecáveis, os mínimos detalhes de cada cena externa mostrando como era os anos 70! Netflix acertou em cheio nesta categoria! Outro ponto forte e a trilha sonora, delicada e ao mesmo tempo perturbadora. No geral, toda produção está de parabéns. 


David Fincher conseguiu deixar um ar de mistério em produzir está série, formando uma espécie de quebra cabeça que leva os espectadores em conhecer o que pode fazer uma mente doentia, coisas aterrorizantes e inimagináveis. 

Não crie expectativas em pensar que vai encontrar episódios sangrentos e maior carnificina, muito pelo contrário, o foco da série é na mente dos mais notórios assassinos em série dos Estados Unidos. 

Mindhunter possui um ritmo lento, mas não se preocupe. Através dos episódios eles conseguem estabelecer uma linha fixa e contínua no decorrer dos fatos. 

Um destaque que vale atenção, são os atores que interpretaram os psicopatas mais cruéis da história dos Estados Unidos, deram vida aos personagens, com frieza e crueldade na interpretação dos papéis, deixando toda série mais intensa e sombria. 


Vale lembrar que já foi confirmado para uma segunda temporada em 2018, agora é esperar ansiosamente. 

Uma série que vai mexer com qualquer um de nós, do qual passamos a entender o mal que está nos seres humanos mais cruéis do Mundo. 

Espero que vocês tenham gostado, não deixem de comentar e compartilhar. Um beijo e um bacon!


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

[Resenha] Nunca Olhe Para Dentro


Autora: Amanda Ághata Costa
Páginas: 482
Editora: Independente

Sinopse: Nem sempre a vida é colorida como um quadro ou suave como uma pincelada, às vezes é o contrário de tudo isso. Depois de perder os pais em um acidente de carro aos oito anos, a única coisa que Betina precisa fazer é encontrar o responsável por ter destruído sua família na noite que daria início à sua próspera carreira como pintora. Agora, longe dos pincéis e das paletas, ela está focada em terminar a primeira graduação e procurar na justiça um pouco de consolo para o caos que o seu passado ainda traz. Ao lado de seus amigos e sob o teto de uma tia que a detesta, ela perceberá de que cores as pessoas são feitas, e do quanto é realmente necessário olhar para dentro de tudo aquilo que a assombra, mesmo que para isso precise passar por uma inesperada decepção.

Betina é uma garota que vive feliz com seus pais e seu mundo é cheio de cores! Elas são tão presentes em sua vida, que ela relaciona emoções com cores. É uma grande artista, que pinta quadros fabulosos e acabou sendo nomeada como "a garota prodígio" de sua cidade.

Em uma noite em que foi expor os seus quadros, voltando para casa, Betina e seus pais sofrem um acidente de carro e ela acaba ficando órfã e sua guarda sendo passada para sua tia.

Já não bastasse a dor de perder os pais, que permanece em seu peito mesmo depois de anos, Betina ainda tem que conviver com sua tia, que a todo momento demonstra que não gosta dela e muitas das vezes, essa demonstração vem carregada de muitas agressões e muito, muito preto. O motivo? Ninguém sabe!

Porém, a garota tem grandes amigos, que fazem a diferença em todos os momentos do seu dia e eles talvez sejam os maiores responsáveis por sua vida não ser completamente preta e ainda restar algumas cores.

Betina está na faculdade, faz estágio em um hospital e só quer formar logo para poder sair da casa de sua tia e conseguir olhar para dentro de tudo que a prende no passado. Ela só não contava, que um doutor, que para ela é um tipico cara rosa, poderia devolver o vermelho e todas as cores para sua vida. Mas nada é fácil para Betina e nada de bom vem para sua vida, se não for carregada com uma boa dose de preto. A solução para isso? Talvez seja não olhar para dentro!

Dizer do que se trata um livro é fácil, o problema é transmitir ao leitor tudo aquilo que você sentiu, em poucas palavras, e quando uma história te toca de tal forma, que você fica completamente sem as palavras, se torna um desafio maior ainda. Esse é o caso de Nunca Olhe Para Dentro, da nossa autora parceira, Amanda Ághata Costa.

Betina, a personagem principal, trouxe para a minha vida cores que eu nem se quer sabia que poderia existir ao ler um livro. Eu fiquei completamente emocionada, ou melhor dizendo: colorida, com sua história.

Os amigos de Betina e o doutor Nícolas, o médico mais perfeito do mundo, também fazem dessa história, toda a magia que ela é. Com exceçãoda megera da tia de Betina! Minha vontade era de esganar essa mulher!

Amanda, trouxe para NOPD, algo que é muito pouco debatido e comentado. Eu particularmente, nunca tinha lido nada que falasse sobre violência doméstica. É algo sério, que acontece com mais frequência do que imaginamos e as vezes está ao nosso lado e não enxergarmos. Porém, se você presencia ou presenciou algo do tipo, denuncie. Pois muitos precisam sair dessa situação e não sabem como ou tem medo.

Nunca Olhe Para Dentro é um mix de emoções/cores, que deixa qualquer um apaixonado e vidrado da primeira a última página. Eu fui do preto ao vermelho em vários momentos. Você está diante do melhor livro que li em 2017, sem nenhum exagero!

Eu não consigo achar defeitos para pontuar aqui. Uma história incrível, uma mensagem emocionante e um final espetacular, que não deixa uma margem se quer para não dar uma nota máxima! Sem falar dessa capa que tem tudo a ver com o que é contado pela Amanda e está de tirar o folego, literalmente!
Eu nunca mais vou enxergar as cores com os mesmos olhos e não tem como não ficar completamente vermelha com o final disso tudo. Amanda é uma autora incrível, com um talento indiscutível, Nunca Olhe Para Dentro tem tudo para ser tornar um livro de muito sucesso e de fato já está se tornando. Eu espero que as editoras se permitam olhar para dentro dessa história e serem tocadas por cores inimagináveis!

Se você já leu esse romance incrível, conte para mim o que achou! Se ainda não leu, leia, porque você não vai se arrepender, em nenhum momento!

Beijos!